Google Fitbit Edge: tela 46% maior que a do Charge 6, mas sem NFC

O Google Fitbit Edge tem uma tela 46% maior que a do Fitbit Charge 6, segundo o 9to5Google. Em compensação, perdeu uma coisa que o Charge 6 tinha: o NFC. O modelo custa US$ 179,99 nos Estados Unidos e chega às lojas em 27 de outubro. A pré-venda já está aberta. Para o Brasil, o Google não anunciou preço nem data.

O blog oficial do Google confirma o preço, a data, a certificação IP68 e a bateria substituível. A versão especial Stephen Curry custa US$ 219,99. No primeiro contato do 9to5Google, o Edge aparece como um “Pixel Watch Lite”: fica entre a pulseira sem tela Fitbit Air e o Pixel Watch 5.

Google Fitbit Edge: o que já está confirmado

  • Tela OLED com Gorilla Glass 3, 46% maior que a do Charge 6, e corpo de alumínio com 11,5 mm de espessura (9to5Google).
  • Bateria de cerca de 7 dias com a tela sempre ligada desativada. Com ela ativada, cerca de 2 dias.
  • Cinco minutos de carga rendem um dia de uso, e a carga completa leva 90 minutos. O carregador é o mesmo da Fitbit Air.
  • IP68 e resistência à água de 5 ATM. Pela nota do próprio Google, isso não significa que o aparelho seja à prova d’água.
  • GPS próprio, mais de 50 tipos de exercício e navegação pelo Google Maps.
  • Bateria substituível: é o primeiro rastreador da Fitbit que o Google chama de reparável.
  • Botão físico na lateral, no lugar do botão sensível ao toque do Charge 6.
  • Sem NFC e, por isso, sem Google Wallet.
  • Três meses de Google Health Premium inclusos na compra, segundo o Engadget.

O Google diz que a autonomia foi medida em testes na Califórnia com hardware de pré-produção. Por enquanto, o 9to5Google ainda não pode publicar impressões de uso: o texto de 14 de outubro é só um primeiro contato com o aparelho.

E no Brasil?

A lista oficial de países da Google Store mostra o Fitbit Edge em 20 mercados, como Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália e boa parte da Europa. O Brasil não está entre eles, e o Google não divulgou planos de venda oficial aqui.

Para ter uma ideia de valor, a PTAX de venda de 16 de outubro, publicada pelo Banco Central, foi de R$ 5,0826. Numa conversão direta, sem impostos nem frete, US$ 179,99 dão cerca de R$ 915, e US$ 219,99 dão cerca de R$ 1.118. Não é um preço no Brasil.

Lado A: quem ganha com o Edge

  • Quem acha a tela do Charge 6 pequena.
  • Quem corre ou pedala sem o celular e quer GPS e mapa no pulso.
  • Quem quer que o aparelho dure mais: dá para trocar a bateria em vez de trocar o relógio inteiro.
  • Quem carrega pouco: cinco minutos garantem um dia de uso.

Lado B: quem perde

  • Quem pagava por aproximação com o Charge 6, que tinha suporte ao Google Wallet. O Edge não tem.
  • Quem usa Pix por aproximação: o governo informa que ele exige NFC no aparelho. O Edge não tem NFC, então qualquer pagamento por aproximação fica no celular.
  • Quem deixa a tela sempre ligada: aí a autonomia cai para cerca de 2 dias.

O que pesa para você

  • Se você paga tudo com o celular, a falta de NFC muda pouco.
  • Se você treina sem o celular, GPS e tela grande contam mais que a carteira digital.
  • Se você vai trazer de fora, a conversão acima ainda não inclui impostos, frete nem garantia local.
  • Se você está em dúvida entre o Edge e um smartwatch completo, compare com o vivo Watch 6, outro lançamento com aposta em bateria.

Quem acompanha os preços da loja do Google nos EUA pode ver também o programa de indicação, no post sobre o desconto de 10% na Google Store.

Num relógio de pulso, o que pesa mais para você: pagar por aproximação ou ter uma bateria que dá para trocar? Escolha um lado e conte nos comentários.