Android vs iOS no Brasil: iOS sobe de 16,8% para 20,76% dos acessos em um ano

Na disputa Android vs iOS no Brasil, o Android ainda domina, mas perdeu espaço: segundo o StatCounter, o sistema do Google respondeu por 79,23% dos acessos à web feitos por celular em setembro de 2026, contra 83,03% um ano antes. O iOS foi de 16,8% para 20,76% no mesmo período, e chegou a 24,56% em agosto. A pergunta que esses números levantam é a mesma de uma coluna recente do 9to5Google: o que faz alguém escolher o lado mais livre, e mais bagunçado, do mercado?

A coluna, escrita por Daniel Bader na newsletter Inbox do 9to5Google, parte das primeiras análises do iPhone Duo, o dobrável da Apple: hardware elogiado e software caótico, com apps ainda não adaptados à tela nova. Para o autor, é a experiência que o Android sempre ofereceu a cada novo formato, empolgante e cheia de arestas. Ele defende que o Android é para quem gosta de mexer, e que essa liberdade, junto com o preço, explica a variedade de aparelhos. É uma opinião, não um dado, e a análise abaixo é do Cellius.

Android vs iOS no Brasil: o que os números mostram

A série mensal do StatCounter no Brasil, de setembro de 2025 a setembro de 2026, mostra uma tendência e não um salto isolado:

  • Setembro de 2025: Android 83,03%, iOS 16,8%.
  • Janeiro de 2026: Android 81,83%, iOS 17,93%.
  • Maio de 2026: Android 77,9%, iOS 22,1%.
  • Agosto de 2026: Android 75,43%, iOS 24,56%, o pico do iOS na série.
  • Setembro de 2026: Android 79,23%, iOS 20,76%.

Há um limite importante: o StatCounter mede acessos a páginas da web com seu código, não aparelhos vendidos nem celulares em uso. Quem navega mais pesa mais na conta. Por isso, os números indicam direção, não dizem quantos brasileiros têm iPhone.

O caos que a coluna elogia tem outra cara aqui

No Brasil, a liberdade do Android aparece menos como hobby e mais como escala de preço: há aparelho de entrada, intermediário e dobrável, de dezenas de marcas. Essa mesma variedade traz efeitos colaterais que o leitor conhece. As atualizações chegam em ritmos muito diferentes, como mostram o Android 17 no OnePlus 15, que chegou primeiro na Índia, e projetos como o LineageOS no Pixel 10, que existem justamente para preencher lacunas dos fabricantes. A própria coluna lembra que o iPhone Duo enfrenta agora a falta de apps otimizados, tema que cobrimos em apps otimizados para o iPhone Duo.

O que pesa para você

Lado A: quem fica no Android pela liberdade. Dá para trocar o launcher, instalar apps fora da loja oficial, testar betas no celular do dia a dia e escolher entre muitos aparelhos por faixa de preço. Para essa pessoa, o caos de cada formato novo faz parte da graça, e as arestas são o preço de poder mexer em tudo.

Lado B: quem migra ou pensa em migrar para o iOS pela previsibilidade. A atualização chega no mesmo dia para todos os modelos compatíveis, os apps tendem a se adaptar rápido a cada mudança, e a Apple concentra hardware e software. Para essa pessoa, o caos é custo, não diversão, e o celular precisa só funcionar.

Antes de trocar de lado

  1. Liste os apps que você usa todo dia e confira se existem e funcionam bem no outro sistema.
  2. Veja por quanto tempo o fabricante promete atualizações para o modelo que você quer.
  3. Calcule o custo da migração: carregadores, acessórios e assinaturas presas a um sistema.
  4. Faça backup do WhatsApp e das fotos antes; a transferência entre sistemas exige passos próprios.

E você: o caos do Android é liberdade que vale o trabalho, ou o crescimento do iOS no Brasil mostra que a maioria só quer um celular que não dê dor de cabeça? Defenda seu lado nos comentários.