Mix Fold 5 surge em código da Xiaomi
O Xiaomi Mix Fold 5 pode estar mais perto de aparecer. Um novo vazamento indica que o próximo dobrável da marca foi localizado no banco de dados interno da Xiaomi, com número de modelo 2608BPX34C, codinome “lhasa” e designação Q18. A informação importa porque sugere a volta da linha após um intervalo longo e, principalmente, aponta para um possível uso de chipset próprio.
Xiaomi Mix Fold 5 aparece em banco de dados interno

Segundo o relato publicado pelo GSMArena, o aparelho surgiu no Mi Code, base usada pela empresa em seus projetos de software e hardware. Esse tipo de registro não confirma lançamento imediato, mas costuma ser um dos sinais mais concretos de que um produto está em desenvolvimento avançado.
O detalhe que mais chama atenção é a identificação Q18. De acordo com o vazamento, o número 18 é usado internamente pela Xiaomi para seus celulares dobráveis. Isso reforça a leitura de que o dispositivo visto no código é, de fato, um novo modelo da família Mix Fold.
Ainda assim, o nome comercial não está confirmado. A Xiaomi pode chamá-lo de Mix Fold 5, mas também pode optar por outra nomenclatura. Em lançamentos recentes, fabricantes chinesas já ajustaram nomes por estratégia de marketing, posicionamento global ou alinhamento com outras linhas.
O que o possível chip próprio muda na prática
O ponto mais relevante do rumor é a menção a um chipset desenvolvido pela própria Xiaomi. Se isso se confirmar, o Mix Fold 5 pode marcar uma mudança importante na estratégia da empresa, que hoje depende majoritariamente de plataformas da Qualcomm e da MediaTek em seus smartphones.
Na prática, um chip próprio não significa automaticamente mais potência. O ganho real costuma aparecer em áreas específicas: melhor integração entre hardware e software, processamento de imagem mais ajustado, consumo de energia mais previsível e recursos de IA pensados para o sistema da marca.
Em um dobrável, isso pesa ainda mais. Esse tipo de aparelho exige controle fino de temperatura, autonomia estável em duas telas e boa gestão de multitarefa. Se a Xiaomi estiver mesmo testando uma solução interna, a meta pode ser justamente melhorar esses pontos sem depender apenas das plataformas prontas do mercado.
Por outro lado, há um risco claro. Chips proprietários levam tempo para amadurecer, especialmente em modems, eficiência e compatibilidade. Sem anúncio oficial, o cenário mais seguro é tratar essa informação como rumor técnico, não como especificação fechada.
Por que a linha Mix Fold ficou relevante de novo
O último dobrável da série, o Mix Fold 4, foi apresentado em julho de 2024. Desde então, a Xiaomi manteve a linha sem sucessor direto, enquanto rivais seguiram avançando em design mais fino, câmeras melhores e software mais adaptado ao formato dobrável.
Isso ajuda a explicar por que um novo registro chama tanta atenção agora. O mercado de dobráveis continua pequeno perto dos celulares tradicionais, mas virou vitrine tecnológica. Para marcas como Xiaomi, lançar um modelo competitivo nesse segmento não serve apenas para vender volume: serve para mostrar capacidade de engenharia.
Também existe um fator de posicionamento. Dobráveis premium funcionam como produtos de imagem. Mesmo quando não chegam a muitos países, eles influenciam a percepção da marca em toda a linha, inclusive nos modelos mais acessíveis.
O que já dá para concluir e o que ainda falta
Neste momento, o vazamento permite algumas leituras razoáveis. A primeira é que a Xiaomi realmente trabalha em um novo dobrável. A segunda é que o projeto já passou da fase mais inicial, já que apareceu em um banco de dados interno. A terceira é que a empresa pode estar testando uma plataforma mais autoral.
O que ainda não dá para cravar é quase todo o resto: data de lançamento, mercados atendidos, preço, tamanho das telas, câmeras, bateria e até o nome final. Também não há confirmação oficial de que o chip será totalmente desenvolvido pela Xiaomi nem de que ele chegará pronto para uso comercial neste modelo.
Para quem acompanha o segmento, o Mix Fold 5 passa a ser um aparelho para observar de perto. Se a Xiaomi combinar hardware competitivo com software mais maduro e algum avanço real em chip próprio, o novo dobrável pode ter peso além da ficha técnica. Até lá, o mais prudente é separar o que o código sugere do que a empresa de fato anunciou.
Quem quiser acompanhar sinais mais concretos deve observar os próximos registros regulatórios e eventuais teasers oficiais da marca. É nesse ponto que rumores começam a virar produto real.



